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MANUAL DE DOUTRINA
INTRODUÇÃO
INFANTARIA [CONSTRUÇÃO]
criação de missões
MÉDICO

I. Como funciona o Manual de Doutrina?

Introdução ao Manual de Doutrina
MD/BG-1 O que é o Manual de Doutrina?
Guia

O Manual de Doutrina serve para detalhar todos os procedimentos operacionais padrão do GRUPO ATLAS vigentes. Aqui serão dispostas todas técnicas, táticas e procedimentos exercidos pelos diversos elementos atuantes nas operações, além de também incorporar nossa visão e estrutura na categoria de Filosofia & Estrutura Atualizado 09/10/25.

MD/BP-1 O Manual de Doutrina é para todos membros
Política

Esse Manual não foi feito para ser seguido apenas por alguns membros, ele foi feito para ser o livro sagrado do ATLAS e deve ser seguido por todos membros do grupo, sejam probatórios, alistados ou oficiais. Atualizado 09/10/25.

Blocos de Informação
MD/BG-2 O que é um bloco de Guia?
Guia

Blocos de Guia apresentam as melhores práticas e abordagens recomendadas. Eles oferecem insights, sugestões e conselhos práticos com o objetivo de melhorar o desempenho dos membros e a eficácia da unidade. Guias não são políticas obrigatórias e não são formalmente fiscalizados ou avaliados. Sua função é fornecer contexto extra, explicações aprofundadas e compartilhar o conhecimento coletivo. Blocos de Guia: - Primariamente texto e não devem depender apenas de mídias. - Não são conteúdos reforçados/exigidos. - Providenciam informação adicional. Interpretação: considerados como recomendação e boas práticas. Supervisão: não são obrigatórios, logo não possuem uma supervisão. Atualizado 09/10/25.

MD/BG-3 O que é um bloco de Política?
Guia

Blocos de Política são as regras e regulamentos imutáveis que estabelecem os padrões obrigatórios da unidade. Eles definem os limites e requisitos inegociáveis que moldam as ações, os comportamentos e o conduta operacional geral do grupo. As políticas devem ser consideradas "regras de cumprimento obrigatório", sendo fiscalizadas pelo J2 e COMANDO PESSOAL para garantir a aderência aos padrões e manter a ordem e a estrutura. O conteúdo de uma política deve ser de fácil interpretação, prático e inequívoco, de modo que seja fácil determinar objetivamente se uma violação ocorreu. Blocos de Política: - São facilmente compreensíveis. - Possuem uma linguagem simples e direta. Interpretação: devem ser seguidos sempre e o descumprimento leva a punições. Supervisão: pelo J2 e COMANDO PESSOAL. Atualizado 09/10/25.

MD/BG-4 O que é um bloco de Habilidade?
Guia

Blocos de Habilidade são as competências essenciais necessárias para operações eficazes. Eles são projetados para equipar os membros com o conhecimento e as habilidades para se destacarem em suas funções, focando no desenvolvimento de expertise prática e em proficiência demonstrável. Cada habilidade descrita é acionável e será avaliada. Diferente das Políticas, o desenvolvimento e a avaliação de uma Habilidade são projetados para uma avaliação ponto a ponto (P2P), visando a melhoria contínua e o aprendizado compartilhado, sendo monitorados pela respectiva área de combate do J4. Blocos de Habilidade: - Tem um título imperativo. - São textos imperativos. - Declaram um resultado específico. - Frequentemente estão em tópicos sequenciais Interpretação: são as capacidades e competências exigidas pelo membro para a simulação. Supervisão: pelo J4 e os instrutores associados das respectivas áreas de combate. Atualizado 09/10/25.

Procedimentos de Alteração do Manual de Doutrina
MD/BP-2 Alteração de Bloco de Política
Política

Mediante aprovação do COMANDO PESSOAL e COMANDO GERAL. Atualizado 09/10/25.

MD/BP-3 Alteração de Bloco de Habilidade
Política

Mediante aprovação do COMANDO DE TREINAMENTOS e COMANDO GERAL. Atualizado 09/10/25.

II. Filosofia & Estrutura

Filosofia
MD/BG-5 Quem somos?
Guia

Somos o Grupo ATLAS, uma comunidade de Milsim fundada em 18 de julho de 2024. Nascemos como uma resposta aos dois extremos da cena Milsim no Brasil: de um lado, grupos com rigidez hierárquica excessiva que transborda para fora do jogo, e do outro, grupos com pouca padronização e organização. O ATLAS foi criado para ser o equilíbrio nessa balança. Nossa filosofia é buscar o realismo através de Táticas, Técnicas e Procedimentos (TTPs) padronizados e inspirados na realidade, entendendo os limites da plataforma do ARMA. Dentro das operações, a simulação é nosso foco; fora delas, somos uma comunidade baseada na amizade e colaboração. Atualizado 09/10/25.

Estrutura
MD/BG-6 Estrutura Organizacional
Guia

Nossa estrutura de cargos, que prevalece fora das operações, é dividida em quatro níveis principais para garantir a organização e o desenvolvimento dos membros: - PROBATÓRIO: Cargo inicial para membros que foram aprovados no treinamento básico de infantaria. - ALISTADOS: Membros que participaram de 6 operações e tiveram um bom aproveitamento avaliado pelo J1. Eles formam o corpo geral do grupo. - OFICIAIS DE CAMPO: Membros que auxiliam na organização do grupo atuando em uma das seis áreas administrativas: J1 (Recrutamento), J2 (Pessoal), J3 (Procedimentos), J4 (Treinamentos), J5 (Servidores) e J6 (Missões & Mods) - OFICIAIS DE DIVISÃO: Membros que organizam e supervisionam conjuntos de áreas administrativas , divididos em Comando Pessoal (J1-J2), Comando de Treinamentos (J3-J4) e Comando de Operações (J5-J6), sob a liderança do Comando Geral. Atualizado 09/10/25.

MD/BG-7 Qual a diferença entre Estrutura Organizacional x Estrutura Operacional
Guia

Nossa estrutura hierárquica é dividida em duas: a Estrutura Organizacional, que prevalece fora das operações, e a Estrutura Operacional, que prevalece dentro das operações. A Est. Organizacional é baseada nos cargos administrativos: Candidatos, Probatório, Alistados, Oficiais de Campo e Oficiais de Divisão. A Operacional, por sua vez, é determinada pela hierarquia dos slots em cada missão, como Líder de Operações (LDO) ou Líder de Equipe (LDE). A Operacional sempre terá prioridade sobre a Organizacional assim que uma operação for iniciada. Atualizado 09/10/25.

MD/BG-8 Como Funciona o Sistema de Especializações por Tiers
Guia

Acreditamos na liberdade e na progressão, não prendendo os membros a uma unidade específica. Nosso sistema permite que qualquer membro atue na função que desejar, contanto que busque a devida capacitação através das especializações oferecidas. A evolução se dá por níveis de experiência chamados "tiers", que refletem o conhecimento adquirido e liberam novas responsabilidades nas operações. As áreas de combate disponíveis para especialização incluem Infantaria, Comando, Médica, Cavalaria, Asa Rotativa, Asa Fixa, Atiradores e Suporte de Missão. Atualizado 09/10/25.

MD/BG-9 Como Funciona o Sistema de Progressão de Patentes
Guia

A progressão de patentes no grupo é determinada pela participação nas operações e por atingir certos "tiers" em diferentes áreas de combate. Existem trilhas de progressão distintas para Alistados, Oficiais de Campo e Oficiais de Divisão. Atualizado 09/10/25.

MD/BP-4 Requisitos de Promoções de Patente
Política

Os requisitos para ser promovido de patente, serão os seguintes conforme o cargo: ALISTADOS - E1 - Combatente: participar de 6 operações. - E2 - Combatente de 1a Classe: participar de 12 operações. - E3 - Especialista de 3a Classe: participar de 18 operações e atingir INF2, MED1, ROT1 ou FIX1. - E4 - Especialista de 2a Classe: participar de 27 operações. - E5 - Especialista de 1a Classe: participar de 45 operações e atingir INF3, MED2, ROT2 ou FIX2 - E6 - Mestre Especialista: participar de 60 operações - E7 - Chefe Especialista: participar de 100 operações. - E8 - Chefe Mestre Especialista: apontado pelo COMANDO GERAL. OFICIAIS DE CAMPO - E3 - Cabo: apontado como OFICIAL DE CAMPO. - E4 - Sargento: participar de 27 operações. - E5 - Sargento de Campo: participar de 45 operações e atingir INF3, MED2, ROT2 ou FIX2. - E6 - Sargento de 1a Classe: participar de 60 operações. - E7 - Mestre Sargento: participar de 100 operações. - E8 - Chefe Sargento: apontado pelo COMANDO GERAL. OFICIAIS DE DIVISÃO - O1 - 2° Tenente: Apontado como oficial de divisão. - O2 - 1° Tenente: pelo menos 20 membros ativos e 6 meses de atuação como Oficial de Divisão. - O3 - Capitão: pelo menos 50 membros ativos e 12 meses de atuação como Oficial de Divisão. - O4 - Major: pelo menos 80 membros ativos e 24 meses de atuação como Oficial de Divisão. - O5 - Tenente - Coronel: pelo menos 120 membros ativos e 36 meses de atuação como Oficial de Divisão. Regras Gerais - Cada promoção só será validada se o membro tiver completado os cursos obrigatórios correspondentes à sua etapa. - O controle de cursos e presença em operações ficará sob responsabilidade do J2. - A progressão é sequencial, não sendo possível “pular etapas”. Atualizado 10/10/25.

MD/BP-5 Sobre Inatividade
Política

Atividade e Reserva 1. Atividade mínima exigida - Todo membro deve manter presença ativa em operações e no servidor. - A ausência não comunicada por mais de 30 dias resultará em movimentação automática para Reserva. 2. Período Probatório - Novos membros (em probatório) terão prazo de 2 semanas para demonstrarem atividade mínima. - Caso ultrapassem este prazo sem participação, o J2 enviará mensagem direta solicitando explicação. - Se não houver resposta, o membro será removido dos cargos e deverá abrir novo ticket para reingresso, reiniciando no probatório. - Caso haja justificativa válida, o membro será transferido para Reserva. 3. Reserva - Membros em Reserva terão prazo máximo de 60 dias, desde sua última participação, para retornar às atividades. - Caso não retornem dentro desse prazo, serão movidos para Inativos. 4. Inativos - Membros em Inativos poderão ter seus cargos removidos. - Para retornar, deverão abrir novo ticket, sendo reavaliados pelo J2. >Nota Final: O controle de presença e movimentação entre Ativo, Reserva e Inativo será de responsabilidade direta do J2, visando manter a organização e a eficiência operacional da unidade. Atualizado 14/04/2026.

III. Artigos de Conduta

Respeito
MD/BP-6 Respeito Mútuo
Política

Proíbe ataques pessoais, insultos, provocações ou qualquer forma de comunicação hostil e tóxica direcionada a outro membro sem o consentimento devido. Atualizado 14/04/2026.

MD/BP-7 Diversidade
Política

Proíbe expressamente qualquer forma de discriminação, assédio ou discurso de ódio com base em gênero, orientação sexual, religião, etnia, nacionalidade, cultura ou qualquer outra característica pessoal. Atualizado 14/04/2026.

MD/BP-8 Responsabilidade Individual
Política

Somos uma comunidade adulta, então cada um é responsável por suas ações. Use o bom senso e ajude a manter um ambiente saudável e colaborativo. Atualizado 10/10/2025.

Operação
MD/BP-9 Manutenção da Imersão e Roleplay
Política

Não realize ações que quebrem intencionalmente a imersão ou o roleplay definido para a operação, conforme estabelecido no briefing. Atualizado 14/04/2026.

MD/BP-10 Conduta sobre Falhas Técnicas
Política

Não realizar reclamações disruptivas e persistentes sobre problemas técnicos se o relato já foi feito para o seu líder ou o zeus durante uma operação. Caso seja algo que não atrapalhe propriamente a condução, busque relatar no debriefing. Atualizado 14/04/2026.

MD/BP-11 Disciplina no Briefing
Política

Não realize conversas paralelas ou interrupções durante o briefing da missão. Mantenha silêncio e atenção total ao líder da operação. Espere o momento adequado para interromper e realizar perguntas. Atualizado 14/04/2026.

MD/BP-12 Conduta no Debriefing
Política

Não realize críticas nominais ou pessoais a outros membros em público durante o debriefing. Foque todo feedback em táticas e ações de forma impessoal e construtiva. Atualizado 14/04/2026.

Comunidade
MD/BP-13 Resolução de Conflitos
Política

Não escale conflitos interpessoais ou "dramas" em canais públicos. Utilize os canais privados ou a mediação da liderança para resolver problemas. Atualizado 14/04/2026.

Conduta
MD/BP-14 Sistema de Avisos
Política

Toda violação será avaliada pelo COMANDO PESSOAL conforme a gravidade, pode ser aplicado maiores ou menores punições, a sequência é a seguinte: - 1° Aviso - 2° Aviso - 3° Punição (varia entre suspensão temporária ou expulsão do grupo). Os avisos reiniciam depois de 90 dias. Atualizado 14/04/2026.

I - Estrutura

escalão - organização operacional
MD/BG-10 Organização Hierarquica Operacional
Guia

No âmbito militar, um escalão é o nível de dimensão e responsabilidade de uma unidade militar, que se organiza em subunidades menores. Cada escalão representa um elo na cadeia de comando, ligando as unidades imediatamente superiores às subunidades que a compõem.

MD/BP-15 Pelotão
Política

O pelotão é o maior coletivo descrito. É uma unidade tática completa e autônoma para a maioria das missões. Em sua composição podemos incluir o elemento de infantaria leve, suportes terrestres e apoio de fogo através de cavalaria e artilharia, e suporte aéreo através de aeronaves de asa rotativa e asa fixa. Dispersão: Os elementos dentro do pelotão podem operar com distâncias significativas entre si, dependendo da missão (ex: infantaria assegurando terreno, suporte de morteiro logo atrás da linha de frente, JTAC/JFO em posição de observação, dentre outros.). A chave é a comunicação efetiva e a capacidade de suporte mútuo quando necessário.

MD/BP-16 Equipe
Política

A Equipe é uma subunidade dentro do elemento de infantaria do pelotão. Uma equipe é geralmente formada por dois Times de Fogo. Dispersão: Os times dentro de uma equipe operam relativamente próximos, normalmente não ultrapassando 200m de distância. O princípio é garantir suporte visual e de fogo imediato entre os times. Podem se afastar um pouco para manobras táticas (ex: flanqueamento), mas sempre mantendo a capacidade de apoio rápido.

MD/BP-17 Time
Política

É a menor unidade de manobra descrita. É a base da ação tática. Composta geralmente por 4-5 soldados, organizados em duplas (ou trios, a depender da ocasião e presença do Líder de Equipe). Um time típico inclui um Líder de Time, um Fuzileiro Automático Leve, um Granadeiro e um Fuzileiro Auxiliar. Dispersão: O time é dividido em duplas/trios e atuam muito próximos, normalmente não mais que 50m de distância. A proximidade é crítica para comunicação imediata, controle tático direto pelo líder de time, e suporte mútuo instantâneo.

MD/BG-11 Dupla ou Trio
Guia

A dupla (ou trio) é a unidade fundamental de combate e sobrevivência, composta por dois ou três indivíduos a depender da presença do Líder de Time. A composição ideal combina a experiência de combate (um operador mais experiente junto de um operador menos experiente), mas pode variar conforme a necessidade e especializações. A dupla ou trio tem responsabilidades críticas, sendo elas: - Proximidade Constante: Atuam sempre juntos, cobrindo ângulos diferentes para segurança da dupla; - Cuidado Mútuo: São os primeiros respondedores se um ficar ferido/inconsciente; Responsáveis por verificar a integridade do companheiro e responsável pelos primeiros socorros imediatos, e se necessário solicitar ajuda médica; - Consciência Situacional: Saber exatamente onde o parceiro está a todo momento é vital; - Execução Tática Conjunta: Aplicam táticas básicas de forma coordenada, como Fogo e Movimento e Movimentação por Cobertura.

FUNÇÕES DENTRO DO TIME
MD/BG-12 O Papel do Fuzileiro
Guia

Descrição: O Fuzileiro é a essência da infantaria e a base do esquadrão. Todo membro do pelotão, não importa a sua especialização, é antes de tudo um fuzileiro. Esta é a fundação de onde todas as outras funções partem e operam. Boas Práticas: - Proficiência Básica: Mantenha excelência com o seu fuzil de assalto, focando na letalidade, precisão e mobilidade. - Consciência Situacional: Atue como os olhos e ouvidos do seu time. Mantenha ativamente a segurança do perímetro (360°) e alerte sobre contatos. - Adaptabilidade: Esteja pronto para assumir outras funções ou até mesmo liderar se a situação exigir. A flexibilidade do fuzileiro é a maior força de um time.

MD/BG-13 O Papel do Fuzileiro Automático
Guia

Descrição: A principal fonte de poder de fogo orgânico do time. O maior poder do Fuzileiro Automático não é necessariamente abater um alvo individual, mas sim a sua capacidade de suprimir o inimigo com volume de fogo, negando-lhes visão, mobilidade e chance de resposta. Boas Práticas: - Fogo de Supressão: Priorize suprimir ameaças ativas ou posições suspeitas para permitir que o resto do time consiga manobrar em segurança. - Controle de Rajadas: Maximize a letalidade e preserve munição disparando em rajadas curtas e controladas. O fogo sustentado ganha batalhas, o fogo desesperado esgota a munição. - Posicionamento: Busque proativamente locais que ofereçam amplo campo de visão sobre o objetivo ou rotas de aproximação, cobrindo o avanço aliado.

MD/BG-14 O Papel do Granadeiro
Guia

Descrição: O multiplicador de força explosiva do grupo de combate. O Granadeiro possui a capacidade de lançar munições explosivas, de ocultação (fumaça) ou de iluminação em trajetórias indiretas, cobrindo distâncias muito maiores que o arremesso manual. Boas Práticas: - Alvos Abrigados: Utilize granadas de alto explosivo (HE) para engajar inimigos agrupados, atrás de muros, trincheiras ou dentro de janelas, onde o fogo direto do fuzil é ineficaz. - Controle de Espaço: Empregue granadas de fumaça com precisão para mascarar o avanço aliado ou obstruir a linha de visão de metralhadoras inimigas. - Segurança no Disparo: Calcule a queda balística e sempre considere o raio de estilhaçamento antes do disparo, certificando-se de que não há aliados muito próximos ao ponto de impacto.

MD/BG-15 O Papel do Fuzileiro Socorrista
Guia

Descrição: É um fuzileiro treinado em primeiros socorros. O Socorrista não é um médico, mas atua como um recurso imediato na linha de frente para estabilizar companheiros feridos até que recebam tratamento médico qualificado. Boas Práticas: - Prioridade de Combate: Lembre-se de que a melhor medicina de combate é a superioridade de fogo. Elimine a ameaça antes de focar totalmente no tratamento de uma baixa. - Tratamento Primário: Seu foco deve ser em parar hemorragias massivas (aplicação de torniquetes) e garantir as vias aéreas. Estabilize o paciente o suficiente para que ele sobreviva até a chegada do paramédico. - Suporte à Triagem: Trabalhe em sincronia com o Médico do pelotão, ajudando a organizar feridos, economizar suprimentos médicos e retornar os membros levemente feridos ao combate o mais rápido possível.

MD/BG-16 O Papel do Antitanque
Guia

Descrição: O principal equalizador do esquadrão contra forças mecanizadas e estruturas fortificadas. É o membro do time responsável por carregar, apontar e disparar munições antiveículo e antibunker. Boas Práticas: - Priorização de Alvos: Mantenha constante vigilância por viaturas inimigas. Não desperdice munição pesada em alvos de infantaria comuns, a menos que ordenado pelo líder para destruir construções específicas. - Consciência do Backblast: Sempre verifique as suas costas (área de sopro) e avise o time em voz alta ("Sopro livre!") antes de disparar um lançador. O backblast dentro de ambientes fechados ou próximo a aliados é fatal. - Posicionamento Rápido: Conheça as fraquezas dos veículos (traseira, motor, esteiras) e posicione-se rapidamente para acertar um disparo letal antes de ser identificado pelo veículo blindado.

MD/BG-17 O Papel do Assistente (Automático / Antitanque)
Guia

Descrição: É o braço direito, o observador e o facilitador logístico do Fuzileiro Automático ou do Antitanque. Seu papel é garantir que a arma principal da sua dupla continue funcionando e consiga engajar alvos com precisão. Boas Práticas: - Gerenciamento de Munição: Carregue a munição extra (caixas de metralhadora ou foguetes antitanque) e fique colado à sua dupla. A recarga ágil sob fogo depende inteiramente da sua proximidade. - Observador (Spotter): Identifique alvos distantes, oriente a direção do disparo da arma pesada e cante as correções de tiro (ex: "tiro curto", "ajuste à esquerda"). - Segurança de Flanco: Enquanto o Fuzileiro Automático ou Antitanque está em visão de túnel mirando no alvo, é sua função fornecer proteção aproximada contra infantaria inimiga avançando pelos flancos.

MD/BG-18 O Papel do Líder de Time
Guia

Descrição: O Líder de Time (ou Líder de Esquadra) é a ponta da lança da liderança tática e o comandante direto da unidade básica de combate. Diferente de comandos superiores, ele é um líder combatente na linha de frente que gerencia o movimento micro-tático, a comunicação e o poder de fogo de sua equipe, garantindo que a intenção do Líder de Esquadrão seja executada na prática. Boas Práticas: - Liderança pelo Exemplo: O Líder de Time dita o ritmo da equipe. A regra de ouro é a máxima "Siga-me e faça o que eu faço". O seu posicionamento, sua agressividade no avanço e a sua postura no campo de batalha são o guia imediato para os demais membros. - Controle de Fogo e Movimento: Direcione ativamente onde sua equipe deve atirar e para onde deve se mover. Aloque os setores de fogo, indique os alvos prioritários para os seus multiplicadores de força (Fuzileiro Automático e Granadeiro) e controle a cadência de disparos para evitar o desperdício de munição. - Filtro de Comunicação: Atue como o elo vital entre os fuzileiros e o Líder de Esquadrão. Absorva as informações caóticas do seu time, filtre o que é essencial e repasse ao comando superior de forma clara e concisa. Evite inundar o rádio com detalhes desnecessários. - Gerenciamento e Bem-Estar: Mantenha controle constante sobre o status da sua equipe. Saiba sempre onde seus homens estão, verifique a quantidade de munição restante, a necessidade de suprimentos médicos e garanta que o sistema de duplas não seja quebrado durante o caos do combate.

FUNÇÕES DENTRO DA EQUIPE DE RIFLES
MD/BG-19 Como funciona especificamente a estrutura da equipe?
Guia

A estrutura da equipe funciona basicamente com 2 tipos de elemento, o de Liderança e Times, o elemento de liderança é o elemento onde o Líder de Equipe fica, além dele pode ser acompanhado por até 2 membros, são eles: - Médico de Equipe - Engenheiro de Equipe - Atirador Designado Os membros que estiverem com o Líder de Equipe atuarão sobre sua responsabilidade e formarão uma dupla ou trio com o Líder de Equipe. Já os times (podem ser dois ou três) operam dentro de seus próprios elementos e são liderados pelo Líder de Equipe.

FUNÇÕES DENTRO DA EQUIPE DE ARMAS
FUNÇÕES DENTRO DO ELEMENTO DE COMANDO

II - Fundamentos

HABILIDADES BÁSICAS DO INFANTE
MD/BH-1 Mantenha o Sistema de Duplas
Habilidade

Descrição: Esta habilidade define a responsabilidade primária de cada membro de atuar em par, garantindo a segurança mútua, coesão tática e a comunicação imediata em caso de baixas. - Atue sempre em conjunto com a sua dupla designada, mantendo-se fisicamente próximo a ela durante todo o deslocamento e engajamento. - Assuma a responsabilidade mútua pela segurança do seu parceiro, cobrindo seus pontos cegos. - Monitore constantemente o estado da sua dupla. Caso ela seja ferida ou abatida, é sua obrigação alertar imediatamente o líder e o restante do time. Resultado Esperado: Garante a sobrevivência, suporte mútuo e resposta rápida em caso de baixas, evitando que membros fiquem isolados.

MD/BH-2 Garanta a Cobertura 360°
Habilidade

Descrição: Foca na iniciativa individual e constante de proteger o perímetro da unidade, garantindo que nenhum ângulo de aproximação inimiga fique desprotegido durante as operações. - Avalie constantemente o ambiente e o posicionamento dos seus aliados ao redor da formação. - Cubra proativamente qualquer ângulo, porta, janela ou setor de aproximação que esteja desprotegido. - Ajuste sua posição e seu setor de tiro automaticamente; não espere o líder mandar se você notar um ponto cego perigoso. Resultado Esperado: Previne emboscadas e garante a segurança do perímetro do time contra ameaças vindas de qualquer direção.

MD/BH-3 Evite Cruzar Linhas de Fogo
Habilidade

Descrição: Aborda a consciência espacial estrita e necessária para não bloquear o campo de visão e de tiro dos companheiros de esquadrão. - Identifique ativamente o setor onde seus aliados estão mirando e atirando (linhas de fogo). - Não passe pela frente da arma de um companheiro. Contorne por trás sempre que o terreno permitir. - Caso seja estritamente necessário cruzar a linha de mira de um aliado, avise em voz alta e clara (ex: "Cruzando!") e aguarde confirmação ou aja de forma rápida e abaixada. Resultado Esperado: Previne o fogo amigo (fratricídio) e garante que o poder de fogo da unidade não seja interrompido durante um combate.

COMUNICAÇÃO
MD/BH-4 Realize o Alerta de Contato Sequencial
Habilidade

Descrição: Estabelece um padrão de comunicação verbal rápido e disciplinado para notificar o time sobre a presença de ameaças, priorizando a direção antes dos detalhes. - Ao identificar uma ameaça, grite "Contato!" imediatamente para parar o avanço e colocar o time em alerta. - Em seguida, informe a direção do inimigo. Use pontos cardeais (ex: "Norte!", "Sul!") ou o formato de relógio (ex: "2 horas!", "9 horas!") tendo como referência a direção atual de movimento ou o objetivo (OBJ). - Complete com detalhes extras apenas após a equipe estar ciente da direção (ex: distância ou tipo de inimigo). Resultado Esperado: Transmite informações críticas de forma rápida, padronizada e sem poluição de rádio, permitindo que a equipe reaja e engaje a ameaça instantaneamente.

III - Movimentação e Combate

Formações de Movimento
MD/BG-20 Qual é o meu campo de responsabilidade numa formação?
Guia

Descrição: A segurança de uma unidade em movimento depende da cobertura constante de todos os ângulos (360°). Para evitar que múltiplos membros cubram o mesmo setor e deixem pontos cegos, a regra básica é o princípio da alternância visual baseada no companheiro à frente, eliminando a necessidade de microgerenciamento constante pelo líder. Boas Práticas: - O Homem de Ponta (Vanguarda): Se você é o primeiro da formação, sua responsabilidade primária é o setor frontal (12 horas) e a rota de avanço. - O Segundo Homem: Observe a cabeça e o fuzil do homem de ponta. Se ele está focado na frente, escolha cobrir o flanco direito ou o esquerdo. - O Terceiro Homem em diante (Alternância): Olhe para o companheiro imediatamente à sua frente. Se ele está cobrindo a direita, você automaticamente assume a responsabilidade pela esquerda (e vice-versa). - O Último Homem (Retaguarda): Se você é o último da fila, sua função é inegociável. Você deve cuidar das 6 horas (retaguarda), garantindo que a equipe não seja flanqueada ou seguida.

MD/BG-21 Qual o espaçamento adequado nas formações?
Guia

Descrição: O espaçamento adequado é fundamental para mitigar baixas causadas por explosivos, artilharia e fogo inimigo, evitando que todo o time seja neutralizado de uma vez. Boas Práticas: - Áreas Abertas e Matas: Mantenha uma distância de 3 a 5 metros entre você e o companheiro mais próximo. Este espaço é essencial para dificultar a vida do inimigo e anular granadas e explosivos. - Áreas Urbanas ou Terrenos Muito Restritos: O espaçamento pode e deve ser reduzido para menos de 1 metro. A proximidade é necessária para manter a comunicação, o controle visual, facilitar a entrada em construções (stack) e dobrar esquinas com segurança. - Adaptação Constante: O espaçamento funciona como um elástico. Expanda ou encolha automaticamente dependendo do que o ambiente exige no momento.

MD/BG-22 Quando utilizar cada formação?
Guia

Descrição: A escolha da formação tática ideal depende diretamente do nível de ameaça esperado, da necessidade de velocidade e das restrições do terreno encontrado no cenário operacional. Boas Práticas: - Cunha (Wedge): Utilize como a sua formação padrão e automática de patrulha sempre que a situação do inimigo for incerta ou desconhecida, garantindo prontidão e cobertura para todas as direções. - Coluna (Column / File): Utilize quando o deslocamento rápido for a maior prioridade da missão e o contato com forças hostis não for esperado, ou para navegar por corredores estreitos, matas fechadas e trilhas limitadas. - Linha (Line): Utilize exclusivamente para realizar assaltos a posições inimigas confirmadas ou para realizar a travessia final de áreas abertas em direção ao objetivo, focando todo o poder de parada do time para a frente.

MD/BH-5 Avance em Formação em Cunha
Habilidade

Descrição: Esta é a formação básica e principal para equipes de tiro (fireteams). Ela é essencial para situações em que a presença e a localização do inimigo são incertas. Ações: - Posicione-se em um formato de V invertido, acompanhando o líder no vértice ou no centro da formação. - Mantenha a flexibilidade do espaçamento conforme o terreno, garantindo que o seu setor de fogo interligue com o do companheiro ao lado. - Cubra o seu setor designado, seja frente, flanco esquerdo ou flanco direito, mantendo a observação constante. - Resultado Esperado: Proporciona excelente segurança e observação de 360 graus, extrema facilidade de controle para o líder e permite que a equipe reaja instantaneamente a um contato vindo de qualquer direção.

MD/BH-6 Avance em Formação de Coluna
Habilidade

Descrição: Formação focada em velocidade e navegação. É utilizada estritamente quando o contato com o inimigo não é esperado e o terreno exige progressão restrita. Ações: - Siga diretamente atrás do membro à sua frente, mantendo a formação em uma linha única e reta. - Alterne o seu setor de visão (esquerda ou direita) de forma complementar ao membro imediatamente à sua frente. - Avance com rapidez, sabendo que o poder de fogo frontal da equipe está significativamente sacrificado. - Resultado Esperado: Garante a maior velocidade de deslocamento possível, é a formação mais fácil de ser controlada e permite a travessia de terrenos muito restritos (como florestas densas, trilhas estreitas ou corredores urbanos).

MD/BH-7 Avance em Formação em Linha
Habilidade

Descrição: Uma formação primariamente de assalto e ataque. Deve ser acionada quando a posição do inimigo é conhecida ou quando é necessário cruzar uma área aberta em direção a um objetivo. Ações: - Alinhe-se lateralmente (ombro a ombro, com o devido espaçamento) com os demais membros do time. - Direcione sua arma, visão e atenção primariamente para a frente (direção do movimento ou do inimigo). - Avance mantendo o alinhamento com a equipe, prestando atenção redobrada aos comandos do líder, pois os flancos e a retaguarda estarão vulneráveis. - Resultado Esperado: Concentra e maximiza todo o poder de fogo da unidade para a direção frontal, permitindo suprimir ou destruir uma posição inimiga conhecida durante um assalto.

TÁTICAS DE COMBATE
MD/BG-23 O que é a movimentação por cobertura?
Guia

Descrição: Também conhecida doutrinariamente como "bounding overwatch", a movimentação por cobertura é uma técnica de progressão utilizada quando o contato com o inimigo é provável ou iminente. Ela divide a unidade em dois elementos para garantir segurança mútua durante o avanço. Boas Práticas: - Divisão de Tarefas: Um elemento assume posições estáticas de cobertura (overwatch), com armas apontadas e prontas para atirar em áreas de perigo. O outro elemento realiza o movimento (bounding). - Avanços Curtos: O elemento em movimento deve se deslocar apenas até a próxima posição com cobertura disponível. - Alternância: Assim que o elemento em movimento chega ao seu destino e se posiciona para cobrir, os papéis se invertem. Quem cobria passa a correr, e quem corria passa a cobrir.

MD/BH-8 Execute a movimentação por cobertura
Habilidade

Descrição: Esta habilidade aplica o avanço seguro de uma unidade sob a observação visual e proteção de companheiros estáticos, sem que haja disparos ocorrendo no momento. Ações: - Aguarde o elemento de cobertura informar que está posicionado e observando os setores críticos antes de iniciar o seu avanço. - Corra rapidamente de uma posição abrigada para a próxima, sem hesitação e sem fazer movimentos desnecessários que atrasem o trajeto. - Ao chegar na nova posição, informe em voz alta que está estabelecido, aponte a arma para o seu setor e libere o outro elemento para iniciar a corrida dele. Resultado Esperado: Garante que a unidade progrida com extrema segurança em áreas de alto risco, garantindo que sempre haja canos apontados para onde o inimigo pode aparecer.

MD/BG-24 O que é fogo e movimento?
Guia

Descrição: O fogo e movimento é a principal tática de sobrevivência e progressão de infantaria sob fogo direto. Ele é a evolução da "movimentação por cobertura", mas aplicado no caos do combate: o conceito de alternar entre um elemento estático e um elemento que corre é o mesmo, porém com a inclusão contínua de fogo de supressão para manter o inimigo abaixado. Boas Práticas: - Supressão Ativa: O elemento que está estático não apenas observa, ele atira de forma ativa e violenta contra a posição inimiga para impedir qualquer resposta. - Sincronismo: O elemento em movimento só deve se levantar e correr quando o elemento de cobertura estiver disparando e causando o efeito de supressão no alvo. - Coordenação de Voz: A comunicação clara ("Avançando!" / "Cobrindo!") é vital para não cruzar as linhas de tiro do fogo de supressão amigo.

MD/BH-9 Execute fogo e movimento
Habilidade

Descrição: A execução mecânica de avançar contra uma força hostil ativa, garantindo que o inimigo nunca tenha uma janela de oportunidade para atirar de volta. Ações: - Comunique o seu status para a dupla ou time (ex: declare que vai atirar para o parceiro avançar, ou peça fogo para você poder correr). - Como base de fogo, dispare na posição inimiga visando mantê-los abrigados. Como elemento em movimento, levante e corra do seu abrigo em direção ao próximo ponto seguro. - Assim que o elemento que correu cair atrás da nova cobertura, ele deve imediatamente iniciar os disparos para que o companheiro que estava suprimindo agora possa levantar e avançar. - Resultado Esperado: Permite que a unidade ganhe terreno (ou recue) sob ataque contínuo, negando a capacidade de reação do adversário através de um fluxo de fogo que não para.

MD/BG-25 O que é fogo e manobra?
Guia

Descrição: O fogo e manobra é uma tática de nível de esquadrão, em que se define funções específicas e imutáveis para diferentes elementos da unidade. Diferente do fogo e movimento (onde todo mundo atira e corre alternadamente), no fogo e manobra as tarefas são separadas: um grupo apenas suprime, e outro grupo apenas assalta. Boas Práticas: - Base de Fogo (Suporte): Este elemento é posicionado em um ponto com excelente visão do inimigo. Sua função é deitar fogo contínuo na posição hostil, fixando o inimigo no lugar e atraindo sua atenção. - Elemento de Manobra (Assalto): Oculto pelo barulho e distração da Base de Fogo, este elemento utiliza uma rota indireta e abrigada (frequentemente pelos flancos) para se aproximar sorrateiramente. - Assalto Final: O papel do Elemento de Manobra é entrar e limpar a posição inimiga, enquanto a Base de Fogo desloca a mira (shift fire) ou cessa os disparos para evitar fogo amigo.

MD/BH-10 Execute fogo e manobra
Habilidade

Descrição: A habilidade de operar como um sistema único de dois braços, onde um cega e prende o oponente enquanto o outro aplica o golpe final pelo flanco. Ações: - Se atuar na Base de Fogo, mantenha fogo constante no alvo. Conforme a equipe de manobra se aproxima da trincheira ou prédio inimigo, desloque seus disparos para o lado oposto para não atingir os aliados. - Se atuar no Elemento de Manobra, ignore a troca de tiros frontal e use o terreno a seu favor para correr pelos flancos sem ser detectado. - Coordene via rádio ou sinalização visual o momento exato em que o assalto vai começar para evitar qualquer fratricídio, invadindo a posição inimiga de forma letal. - Resultado Esperado: Culmina na destruição ou captura efetiva do inimigo, tirando vantagem da fixação frontal para atacar pelo flanco de forma segura.

MD/BG-26 O que é o peel ou recuo australiano?
Guia

Descrição: O Peel (ou Recuo Australiano) é uma manobra agressiva de quebra de contato projetada para esquadras de 4 homens ou patrulhas que operam em linha/coluna. Ela permite recuar e ganhar distância do inimigo enquanto mantém um poder de fogo esmagador, criando a ilusão tática de uma força maior do que realmente é. Boas Práticas: - Pontas Fixas: Os 2 membros posicionados nas pontas externas (as bordas da linha) assumem a responsabilidade de segurar o avanço inimigo com fogo pesado contínuo. - Centro Móvel: Os 2 membros posicionados mais ao centro da formação param de atirar, se viram e recuam passando por dentro do corredor formado pelos atiradores. - Revezamento Cíclico: Os membros que recuaram param atrás, viram e retomam o fogo supressivo. Então os 2 antigos atiradores que estavam na frente param, recuam por dentro desse novo corredor de cobertura e param atrás, repetindo a engrenagem até desengajar.

MD/BH-11 Execute o peel
Habilidade

Descrição: Procedimento de recuo estruturado em que a equipe "descasca" os elementos da frente para a retaguarda repetitivas vezes, garantindo uma fuga organizada e muito difícil de ser perseguida. Ações: - Ao comando de "Peel", avalie instantaneamente a sua posição na linha: se você é um dos atiradores externos ou internos. - Se for interno, declare que está recuando, corra pelo centro (costas a costas, mantendo-se sempre por trás da linha das armas), estabeleça-se na nova posição mais atrás e abra fogo. - Se você for externo, continue disparando contra o inimigo. Só pare de atirar e inicie o seu recuo pelo centro quando o time de trás avisar que já está posicionado e atirando. - Resultado Esperado: Proporciona uma quebra de contato fluida, contínua e punitiva contra a infantaria hostil, negando qualquer oportunidade de flanqueamento e permitindo a retirada segura da equipe inteira.

EXERCÍCIOS DE COMBATE
MD/BG-27 O que é a Reação ao Contato?
Guia

Descrição: Reação ao contato é a resposta imediata, instintiva e agressiva de uma unidade ao ser engajada pelo inimigo ou ao descobrir uma ameaça iminente. O objetivo inicial não é necessariamente vencer a luta ali mesmo, mas sim sobreviver aos primeiros segundos, fixar o inimigo e dar ao líder o tempo e as informações necessárias para tomar uma decisão tática. Boas Práticas: - Fogo Imediato: O primeiro passo é sempre atirar de volta. Volume de fogo bem direcionado na direção do inimigo é a sua primeira e melhor cobertura. - Busca por Abrigo: Simultaneamente ao fogo de retorno, o membro deve se mover para a melhor cobertura disponível nas proximidades, saindo da linha de tiro ("X" ou zona de matança). - Comunicação Rápida (3D): Após suprimir e se abrigar, reporte a Direção, Distância e Descrição do inimigo para que todo o time e a liderança saibam a localização e a natureza da ameaça.

MD/BH-12 Execute a reação ao contato
Habilidade

Descrição: A habilidade de transicionar instantaneamente do estado de patrulha para o combate ativo, garantindo a sobrevivência individual e da equipe em uma situação de surpresa. Ações: - Ao receber fogo ou identificar o inimigo, grite "Contato!" e retorne o fogo imediatamente contra as posições conhecidas ou suspeitas. - Mova-se rapidamente para a cobertura sólida mais próxima sem esperar ordens do líder. - Estabeleça uma base de fogo a partir da sua nova cobertura e passe o relatório 3D (Direção, Distância, Descrição) para o resto do time. - Mantenha contato visual e comunicação com os membros à sua direita e esquerda, aguardando as ordens do líder para a próxima manobra (assaltar, recuar ou flanquear). - Resultado Esperado: A unidade sobrevive à emboscada ou engajamento inicial, suprime a ameaça, não sofre baixas desnecessárias por ficar parada no aberto e cria o espaço necessário para que o líder coordene o contra-ataque.

MD/BG-28 O que é quebrar contato?
Guia

Descrição: Quebrar contato é uma manobra tática estruturada para desengajar de um combate indesejado, desvantajoso ou quando o objetivo da missão não exige a destruição daquela força inimiga. Não é uma fuga desordenada, mas um movimento retrógrado calculado onde o time usa fogo de supressão, terreno e ocultação para se afastar até que o inimigo não possa mais influenciar a unidade. Boas Práticas: - Decisão Rápida: A decisão de quebrar contato deve ser tomada logo no início do engajamento, antes que a unidade fique irremediavelmente presa, sem munição ou cercada pelo inimigo. - Uso de Multiplicadores: Granadas de fumaça (lançadas entre a sua unidade e o inimigo) e fogo de supressão pesado (fuzileiros automáticos e explosivos) são cruciais para cegar, suprimir e atrasar o inimigo durante o seu recuo. - Movimento Coordenado: Nunca vire as costas e corra ao mesmo tempo que o resto do time. Use a técnica de movimentação por cobertura invertida (um cobre, outro recua) ou o Peel (recuo australiano) para garantir proteção constante.

MD/BH-13 Execute quebrar contato
Habilidade

Descrição: A execução disciplinada de um recuo sob fogo, garantindo que a unidade saia da zona de perigo mantendo a integridade e a segurança do perímetro. Ações: - Ao comando de "Quebrar Contato" do líder, o elemento designado como base de fogo intensifica a supressão ao máximo e lança granadas de fumaça para mascarar o movimento. - O elemento de manobra vira as costas e corre o mais rápido possível para a próxima cobertura designada na retaguarda. - Assim que o elemento que recuou estiver em posição segura e abrigada, ele aponta a arma para o inimigo, grita "Cobrindo!" e inicia os disparos. - O elemento que estava suprimindo inicialmente agora cessa o fogo, levanta e recua por trás da proteção do elemento que acabou de se estabelecer, repetindo esse ciclo até o desengajamento total. - Resultado Esperado: A unidade sai da zona de combate com total segurança, cessa a troca de tiros sem ser perseguida, reagrupa-se em um ponto de encontro e retoma a liberdade de ação para continuar a missão.

IV - Combate Urbano

I - Introdução

CONCEITOS BÁSICOS E REFERÊNCIAS
COMO FUNCIONA AS MISSÕES DO GRUPO
COMO VOCÊ PODE CRIAR A SUA

II - Critérios das Missões

sobre o briefing
MD/BG-29 Como criar um briefing
Guia

Você terá que preencher 3 partes do briefing de acordo com as políticas: - Situação - Missão - Execução A situação ela descreve o contexto, logo pense em tudo que precisa ser mencionado aos membros antes deles executarem sua operação. A missão ela é a parte que precisa ser mais clara possível do que deverá ser feito para ter uma operação concluída. A execução ela é a intenção que você pretende que os membros executem sua missão, não microgerencie essa parte, mas utilize ela para descrever alguma decisão que você quer que seja priorizada, ao invés de outra. Qualquer dúvida envie no discord de missões que os outros membros irão ajudá-lo.

MD/BP-18 O que deve constar na parte de Situação do briefing
Política

Deve conter o contexto da missão mantendo a brevidade o máximo possível para que o mesmo caiba em um paragrafo, o objetivo é dar uma base para os membros terem conhecimento do que os aguarda sem prolongar muito a leitura.

MD/BP-19 O que deve constar na parte de Missão do briefing
Política

Deve conter de forma clara os objetivos principais da missão afim de dar um norte sobre o que os membros devem esperar, porém objetivos secundários e objetivos gerados após alguma ação na missão podem estar ocultos. Devendo priorizar tópicos ou um texto claro descrevendo os mesmos.

MD/BP-20 O que deve constar na parte de Execução do briefing
Política

Deve especificar o modo como a missão será realizada, por exemplo: meio de transporte, rota, ordem dos objetivos e extração.

sobre os slots
MD/BG-30 Como escolher os slots da sua missão
Guia

MD/BP-21 Infantaria
Política

A infantaria é a rainha das armas e o foco principal do nosso grupo, por esses motivos a mesma deve ser sempre o centro das atenções quando presente.

MD/BP-22 SLOTS Infantaria
Política

Elemento de Comando Líder de Operações (CMD3) Médico de Equipe (MED2) ou Médico de Operações (MED3) Engenheiro (INF2) [opcional] Equipe de rifles Líder de equipe (CMD2) Médico de Equipe (MED2) [opcional] Time A Líder de Time (CMD1) Antitanque Leve (INF1) ou Granadeiro (INF1) Fuzileiro Automático (INF2) Fuzileiro (INF0) ou Atirador Designado (ATR1) Time B Líder de Time (CMD1) Antitanque Leve (INF1) ou Granadeiro (INF1) Fuzileiro Automático (INF2) Fuzileiro (INF1) Equipe de armas Líder de Equipe (CMD2) Médico de Equipe (MED2) [opcional] Fuzileiro Automático Médio (INF2) Fuzileiro Antitanque Médio (INF2) Auxiliar (INF0)

MD/BP-23 Operações de Quinta-Feira
Política

Em operações durante a quinta feira a necessidade é de apenas um time de rifles e tendo a possibilidade de liberação de uptier para membros que possuam um tier da função desejada.

MD/BP-24 Operações de Domingo
Política

Em operações de domingo é obrigatório seguir o padrão de cadeia de comando com pelo menos uma equipe de rifles, sendo permitido uma equipe de armas e outros suportes, mantendo sempre um numero menor que a equipe de rifles. Não existindo a possibilidade de uptier.

sobre a condução das missões
MD/BG-31 Como conduzir sua missão
Guia

MD/BH-14 Objetivo é ser um contador de história e não o inimigo em si (Zeus)
Habilidade

A função primordial do Zeus é a de um narrador, responsável por guiar uma experiência imersiva e desafiadora. A mentalidade de "Zeus vs. Jogadores" é estritamente proibida. Todas as ações adversárias, como emboscadas ou reforços, devem servir ao propósito de criar problemas táticos superáveis e tensão narrativa, e não buscar a aniquilação da equipe a qualquer custo. O sucesso do Zeus é medido pelo sucesso da operação e pela qualidade da experiência dos jogadores, não pela sua derrota.

MD/BH-15 Manutenção da névoa de guerra (Zeus)
Habilidade

O Zeus deve operar como se não tivesse uma visão onisciente do campo de batalha. O posicionamento de inimigos, armadilhas ou patrulhas deve ser baseado em inteligência militar simulada (última posição conhecida dos jogadores, rotas prováveis de avanço, defesa de pontos estratégicos). A IA não deve ter o mesmo conhecimento do Zeus, logo seu posicionamento e conduta precisa refletir isso, por isso busque spawnar inimigos em lugares mais óbvios de onde viriam e não aleatoriamente ou onisciente.

MD/BH-16 Spawn de inimigos em locais que façam sentido
Habilidade

Evitar gerar inimigos em areas limpas ou de forma punitiva, sem uma devida razão para o mesmo, exemplo (emboscadas, agentes duplos, etc).

III - Loadouts Padrão

infantaria
MD/BP-25 Loadout de Fuzileiro
Política

**LOADOUT – Fuzileiro** *Uniforme* __Itens Médicos__ - 2x Bandagem Elástica - 2x Bandagem Coagulante - 2x Bandagem de Compressão - 1x Sangue 500ml __MISC__ - 2x Algemas - 1x Protetor auricular - 1x Cantil *Colete* __Munição__ - 2x Secundaria - 11x Primaria ~= 330 munições __Arremessáveis__ - 2x Chemlight - 1x Fumaça Azul - 2x Fumaça Branca - 2x Frag __Misc__ - 1x ctab (dagr/s7) - 1x radio *Mochila* __Itens Médicos__ - 1x IFAK __Ferramentas__ - 1x Ferramenta de Trincheira - 1x Lanterna de mapa

MÉDICA
MD/BP-26 Loadout de Médico de Combate (MED2)
Política

Deve constar: MOCHILA Fluidos & Acesso Venoso • 16x Cateter IV (16g) • 500 mL de Plasma • 250 mL de Soro Salino • 4x Bolsas de Sangue O- (1L) Medicações & Estimulantes • 8x Epinefrina • 8x Naloxona • 2x Carbonato de Amônio • 4x Inalador Penthrox Bandagens (Total: 60) • 20x Bandagem Elástica • 20x Bandagem Coagulante • 20x Bandagem de Compressão Equipamentos & Ferramentas Médicas • BMV Portátil • DEA – Desfibrilador Externo Automático • Estetoscópio • Kit Cirúrgico • 2x Oxímetro de Pulso • Garrafa de Café Kits Específicos • 4x Kit AAT • 4x Kit NCD Vias Aéreas & Respiração • 8x Tubo Laríngeo (King LT) • 8x Selante Torácico (Chest Seal) Imobilização & Hemorragias Graves • 6x Tala Imobilizadora • 6x Torniquete

MD/BP-27 Loadout de Médico de Operações/Doutor (MED3)
Política

Deve constar: Circulação & Ferramentas • Bolsa de Sangue 1000 mL x2 • Bolsa de Plasma 1000 mL x2 • Bolsa de Soro Salino 250 mL x1 • Bisturi x8 • Cateter IV 16g x16 • Dispositivo IO (FAST IO) x8 • Oxímetro de Pulso x2 • Kit Cirúrgico x1 • Desfibrilador x1 Pressão & Ressuscitação • Carbonato de Amônio x2 • Epinefrina Autoinjetável x8 • Nitroglicerina x8 • Norepinefrina x8 • Fenilefrina x8 Cardiologia & Overdose • Amiodarona x8 • Atropina x4 • Naloxona x16 Vias Aéreas • Kit de Acesso Avançado (AAT) x8 • King LT (Tubo Laríngeo) x8 • Selante Torácico (Chest Seal) x8 Trauma • Tala Imobilizadora x8 • Torniquete x8 • Bandagem Elástica x30 • Bandagem de Preenchimento (Packing) x30 • Ácido Epsilon-Aminocapróico (EACA) x8 • Ácido Tranexâmico (TXA) x8 Gerenciamento de Dor • Fentanil x10 • Cetamina x8 • Lidocaína x8 • Nalbufina x4 • Penthrox (Inalador Analgésico) x4

COMANDO
CAVALARIA
ATIRADORES
AVIAÇÃO

I - Primeiros Socorros - MED1

Sistema de Duplas - MED1
MD/BG-32 Comunicação da Baixa
Guia

Comunicação da Baixa Ao identificar um ferido em combate, deverá comunicar imediatamente o incidente à sua cadeia de comando. A informação transmitida deve ser objetiva e conter, no mínimo: • Quantidade de feridos; • Localização da ocorrência; • Situação geral da área, quando aplicável. O reporte rápido e preciso permite o planejamento e a coordenação da resposta médica, reduzindo o tempo de atendimento ao ferido.

MD/BG-33 Segurança da Área
Guia

A segurança da equipe e do ferido deve ser priorizada em todos os momentos. Antes de iniciar qualquer procedimento médico, a ameaça presente deverá ser neutralizada ou controlada, reduzindo o risco de novas baixas durante o atendimento. Caso a situação tática não permita o tratamento imediato no local, o ferido deverá ser deslocado para uma posição mais segura utilizando os meios disponíveis. Sempre que possível, conduza a baixa para áreas protegidas por cobertura ou ocultação, afastadas da linha direta de fogo inimigo. O atendimento médico somente deverá ser iniciado quando as condições de segurança forem consideradas adequadas para o socorrista e para o ferido.

MD/BG-34 Tratamento Imediato
Guia

Após garantir a segurança da área, inicie o atendimento emergencial seguindo o protocolo Hemorragia O controle de hemorragias graves é a prioridade inicial do atendimento. • Aplique torniquetes imediatamente em membros que apresentem sangramento intenso. • Caso não existam outros ferimentos relevantes, utilize bandagens para controlar o sangramento. • O controle inicial da hemorragia deve ser realizado o mais rapidamente possível. • Em casos de perda significativa de sangue, solicite apoio médico avançado imediatamente. Vias Aéreas Após controlar hemorragias críticas, verifique as vias aéreas do ferido. • Avalie a condição das vias aéreas através do menu médico. • Caso as vias aéreas estejam ocluídas, reposicione a cabeça até que a passagem de ar seja restabelecida. • Caso estejam obstruídas, realize a hiperextensão da cabeça para manter a via aérea desobstruída. A manutenção das vias aéreas é essencial para garantir a oxigenação adequada do paciente. Batimentos Cardíacos Avalie os sinais vitais do ferido. • Verifique a presença de pulso. • Caso não haja frequência cardíaca detectável, inicie imediatamente os procedimentos de reanimação cardiopulmonar (RCP). • Realize RCP por aproximadamente dois minutos. • Após o procedimento, verifique novamente a presença de pulso. Persistindo a ausência de sinais vitais, mantenha os procedimentos conforme orientação médica da operação.

MD/BH-17 Prestação de Primeiros Socorros a Paciente Inconsciente
Habilidade

Ao prestar atendimento a uma baixa inconsciente, siga os procedimentos abaixo na ordem estabelecida. 1. Controle Imediato de Hemorragias A prioridade inicial é reduzir a perda de sangue o mais rápido possível. • Controle hemorragias graves em até 30 segundos. • Caso haja dúvidas sobre a gravidade de um ferimento em um membro, aplique um torniquete preventivamente. • Utilize torniquetes em membros lesionados e bandagens quando apropriado. • O objetivo é estabilizar a baixa antes que a perda de sangue comprometa suas funções vitais. 2. Gerenciamento das Vias Aéreas Após o controle das hemorragias, verifique as condições das vias aéreas. • Avalie se a passagem de ar está livre. • Corrija obstruções através do reposicionamento adequado da cabeça. • Mantenha as vias aéreas desobstruídas durante todo o atendimento. A manutenção da respiração é fundamental para a sobrevivência da baixa. 3. Tratamento Complementar Após estabilizar as condições críticas, prossiga com os demais procedimentos médicos necessários. • Trate ferimentos adicionais identificados durante a avaliação. • Aplique bandagens nos ferimentos remanescentes. • Imobilize membros fraturados, quando necessário. • Monitore continuamente o estado geral da baixa. O atendimento deverá prosseguir até que a baixa recupere a consciência ou seja transferida para uma equipe médica qualificada.

Cuidando das vias aéreas - MED1
MD/BG-35 Compreendendo as Vias Aéreas
Guia

As vias aéreas são responsáveis por permitir a passagem de ar para os pulmões. Quando uma baixa perde a consciência, sua capacidade de manter as vias aéreas desobstruídas pode ser comprometida, colocando sua vida em risco. Durante qualquer atendimento médico, a condição das vias aéreas deve ser verificada imediatamente. ## Obstrução das Vias Aéreas Uma via aérea pode tornar-se bloqueada ou ocluída por diversos fatores relacionados ao estado da baixa. • Toda baixa inconsciente deve ter suas vias aéreas avaliadas. • Vias aéreas bloqueadas impedem a oxigenação adequada do organismo. • A falta de intervenção pode resultar na deterioração rápida do quadro clínico e, eventualmente, no óbito da baixa. ## Desobstrução das Vias Aéreas Quando identificada uma obstrução, medidas corretivas devem ser realizadas imediatamente. Os métodos básicos incluem: • Rotação da cabeça para uma posição adequada; • Hiperextensão da cabeça para restabelecer a passagem de ar; • Utilização de equipamentos médicos avançados, quando disponíveis e autorizados. Após a desobstrução, confirme que a passagem de ar permanece livre antes de prosseguir com outros tratamentos. ## Posição de Recuperação Uma vez que as vias aéreas estejam livres e a baixa apresente respiração adequada, ela poderá ser colocada na posição de recuperação. A posição de recuperação auxilia na manutenção das vias aéreas desobstruídas e reduz o risco de novas obstruções enquanto a baixa aguarda evacuação ou atendimento médico avançado. O monitoramento contínuo das vias aéreas deve ser mantido durante todo o período de atendimento.

MD/BH-18 Avaliação das Vias Aéreas
Habilidade

Antes de realizar qualquer intervenção, o socorrista deverá avaliar a condição das vias aéreas da baixa utilizando a ação **"Verificar Vias Aéreas"**. Após a avaliação, a condição da via aérea será classificada em uma das seguintes categorias: ## Limpas (Clear) A passagem de ar encontra-se desobstruída e funcional. • Nenhuma intervenção imediata é necessária. • Continue monitorando a condição da baixa durante o atendimento. ## Ocluída (Occluded) A passagem de ar encontra-se parcialmente comprometida. • A baixa requer intervenção para restabelecer uma ventilação adequada. • O procedimento recomendado é o reposicionamento da cabeça. ## Obstruída (Obstructed) A passagem de ar encontra-se severamente comprometida ou bloqueada. • A intervenção deve ser realizada imediatamente. • O procedimento recomendado é a hiperextensão da cabeça ou o uso de equipamentos médicos apropriados. A avaliação das vias aéreas deve ser repetida periodicamente durante todo o atendimento para garantir que a condição da baixa permaneça estável.

MD/BH-19 Rotação da Cabeça para Correção de Via Aérea Ocluída
Habilidade

Quando uma via aérea for identificada como **ocluída**, o socorrista deverá reposicionar a cabeça da baixa para restabelecer a passagem de ar. ## Procedimento • Acesse as opções de tratamento médico. • Execute a ação de rotação da cabeça. • Reavalie as vias aéreas após a conclusão do procedimento. Este método deve ser utilizado sempre que uma via aérea ocluída for identificada e não houver equipamentos médicos avançados disponíveis para correção da condição. Após a desobstrução, continue monitorando a condição respiratória da baixa.

MD/BH-20 Hiperextensão da Cabeça para Correção de Via Aérea Obstruída
Habilidade

Quando uma via aérea for identificada como **obstruída**, o socorrista deverá realizar a hiperextensão da cabeça para restabelecer a passagem de ar. ## Procedimento • Acesse as opções de tratamento médico. • Execute a ação de hiperextensão da cabeça. • Permaneça a uma distância máxima de 2 metros da baixa durante todo o procedimento. • Após a conclusão, realize nova avaliação das vias aéreas. A hiperextensão da cabeça é um procedimento essencial para restabelecer rapidamente a ventilação em baixas inconscientes com obstrução respiratória. ## Posição de Recuperação Após a correção da obstrução, a baixa poderá ser colocada em posição de recuperação quando: • Estiver estável; • Não houver necessidade imediata de movimentação; • As vias aéreas permanecerem livres. A posição de recuperação auxilia na manutenção das vias aéreas desobstruídas enquanto a baixa aguarda evacuação ou atendimento avançado.

Cuidando das Dores - MED1
MD/BG-36 Compreendendo a Dor
Guia

A dor é uma resposta fisiológica comum em baixas que sofreram ferimentos ou permaneceram por períodos prolongados com torniquetes aplicados. Níveis elevados de dor podem comprometer significativamente o desempenho operacional do militar. ## Efeitos da Dor A dor intensa pode provocar: • Redução da estabilidade da arma; • Diminuição da resistência física; • Alterações visuais; • Gemidos ou vocalizações involuntárias; • Redução da capacidade de combate e movimentação. Por esse motivo, o controle adequado da dor deve fazer parte do atendimento inicial à baixa. ## Controle da Dor Medicamentos para ferimentos de combate podem ser administrados durante os primeiros socorros para reduzir o desconforto da baixa. Em situações que exijam maior controle da dor, profissionais habilitados poderão empregar medicamentos avançados, como morfina ou fentanil, conforme os protocolos médicos da unidade. O controle adequado da dor contribui para a estabilização do paciente e melhora sua capacidade de responder aos procedimentos médicos subsequentes.

MD/BH-21 Administração de Medicamento para Dor em Combate
Habilidade

O medicamento para ferimentos de combate pode ser administrado para reduzir os níveis de dor apresentados pela baixa. ## Procedimento • Administrar ou ingerir o medicamento conforme necessário. • O medicamento proporciona uma redução moderada da dor, auxiliando na estabilização inicial do paciente. • Reavaliar continuamente a condição da baixa após a administração. ## Limites de Administração Para evitar complicações decorrentes de superdosagem: • Não administrar mais de 6 comprimidos em um período de 6 minutos. • Respeitar os intervalos de administração estabelecidos pelos protocolos médicos da unidade. ## Efeitos Colaterais Após a administração do medicamento, podem ocorrer os seguintes efeitos: • Leve aumento da frequência cardíaca; • Redução da pressão arterial. Esses efeitos normalmente são controláveis, mas devem ser considerados durante o monitoramento da baixa. O estado clínico do paciente deve ser observado continuamente após a administração de qualquer medicamento.

Controlando os Batimentos e RCP - MED1
MD/BG-37 Compreendendo a Frequência Cardíaca
Guia

A frequência cardíaca pode ser avaliada através da verificação do pulso em qualquer membro que não possua um torniquete aplicado. O resultado apresentado dependerá da qualificação do militar que realiza a avaliação. ## Classificações Possíveis • Sem frequência cardíaca (0 bpm); • Frequência cardíaca baixa (1–60 bpm); • Frequência cardíaca normal (60–100 bpm); • Frequência cardíaca elevada (acima de 100 bpm). ## Considerações • A ausência de frequência cardíaca exige intervenção imediata. • Frequências baixas ou elevadas devem ser monitoradas continuamente. • Alguns medicamentos podem alterar a frequência cardíaca da baixa. • A avaliação do pulso deve sempre fazer parte do monitoramento contínuo do paciente.

MD/BH-22 Realização de RCP em Baixa sem Frequência Cardíaca
Habilidade

Após identificar uma baixa sem frequência cardíaca, inicie imediatamente os procedimentos de reanimação cardiopulmonar (RCP). ## Procedimento • Confirme a ausência de pulso em um membro sem torniquete. • Inicie a RCP. • Mantenha o procedimento por pelo menos 1 minutos. • Pessoal médico poderá realizar nova avaliação após 30 segundos. • Verifique novamente o pulso após o término da RCP. • Caso não haja frequência cardíaca detectável, repita o procedimento(valído o uso de epinefrina). ## Importante • Não verifique o pulso em membros com torniquetes aplicados. • Não verifique o pulso enquanto outro militar estiver realizando RCP. • Ambas as situações podem gerar leituras incorretas. O procedimento deverá ser repetido até que a baixa apresente frequência cardíaca detectável ou seja assumida por pessoal médico qualificado.

Cuidando de Feridas - MED1
MD/BG-38 Ferimentos Penetrantes e Fraturas
Guia

## Ferimentos por Alta Velocidade Ferimentos causados pela penetração de projéteis ou estilhaços em alta velocidade. Características: • Dor extremamente intensa; • Sangramento moderado a intenso. Fontes comuns: • Disparos de arma de fogo; • Estilhaços; • Explosões; • Artilharia. ## Ferimentos Perfurantes Ferimentos profundos produzidos por objetos pontiagudos. Características: • Dor leve; • Sangramento lento. Fontes comuns: • Estilhaços; • Fragmentos de explosões. ## Fraturas Fraturas afetam a mobilidade e a capacidade operacional da baixa. Efeitos: • Dor; • Maior instabilidade ao utilizar armamentos (membros superiores); • Dificuldade ou impossibilidade de correr (membros inferiores). As fraturas não representam ameaça imediata à vida e devem ser tratadas após a estabilização das condições críticas da baixa.

MD/BG-39 Tipos de Ferimentos
Guia

Escoriações Ferimentos superficiais causados pelo atrito da pele contra uma superfície. • Dor muito leve; • Sangramento extremamente lento. Avulsões Ferimentos graves causados pelo arrancamento parcial ou total de tecidos. • Dor extremamente intensa; • Sangramento extremamente rápido. Contusões Lesões internas causadas por trauma sem rompimento da pele. • Dor leve; • Ausência de sangramento externo. Ferimentos por Esmagamento Ocorrem quando uma grande força comprime tecidos e estruturas corporais. • Dor leve; • Sangramento extremamente lento. Cortes Ferimentos produzidos por objetos cortantes. • Dor leve; • Sangramento variável conforme o tamanho da lesão. Lacerações Ferimentos com rompimento irregular dos tecidos. • Dor leve; • Sangramento lento a moderado.

MD/BH-23 Seleção e Aplicação de Bandagens
Habilidade

A escolha correta da bandagem melhora a eficiência do tratamento e reduz o risco de novas hemorragias. ## Bandagem Elástica Indicada quando é necessário fechar ferimentos rapidamente. Características: • Aplicação rápida; • Boa eficiência inicial; • Menor durabilidade. ## Bandagem Compressiva Indicada para situações de combate. Características: • Excelente controle inicial de hemorragias; • Aplicação eficiente sob pressão operacional. ## Bandagem Hemostática (QuickClot) Indicada quando o atendimento definitivo não estará disponível em curto prazo. Características: • Acelera a coagulação; • Auxilia no controle prolongado do sangramento. ## Curativo de Campo Bandagem de uso geral. Características: • Versátil; • Fácil aplicação; • Utilizada quando outras opções não estão disponíveis.

MD/BH-24 Priorização e Tratamento de Ferimentos
Habilidade

## Priorização de Ferimentos Ao tratar uma baixa, avalie inicialmente a gravidade dos ferimentos e a velocidade de sangramento. A ordem de prioridade deve ser: • Ferimentos com hemorragia intensa; • Ferimentos com hemorragia moderada; • Ferimentos com hemorragia leve; • Fraturas e lesões secundárias. O objetivo é reduzir a perda total de sangue o mais rápido possível. ## Uso de Torniquetes Utilize torniquetes em membros quando: • Existirem múltiplos ferimentos sangrando; • O tempo necessário para tratar individualmente os ferimentos representar risco excessivo de perda sanguínea; • A situação tática exigir controle imediato da hemorragia. Os torniquetes são uma medida temporária e não substituem o tratamento definitivo dos ferimentos. ## Uso de Talas Após a estabilização da baixa: • Identifique membros fraturados; • Aplique talas nos membros lesionados; • Continue monitorando a condição da baixa. As talas restauram parcialmente a funcionalidade do membro até que tratamento avançado possa ser realizado. ## Sequência Recomendada Hemorragias Graves → Hemorragias Moderadas → Hemorragias Leves → Fraturas

II - Fundamentos Médicos - MED2

Fundamentos Basicos - MED2
MD/BG-40 Entendendo Sinais Vitais
Guia

MD/BH-25 Identificação da Categoria de Triagem
Habilidade

## CAT-1 — IMEDIATO (vermelho) Classifique a baixa como **CAT-1 (IMEDIATO)** quando apresentar uma ou mais das seguintes condições: • Hemorragia ativa; • Grande perda sanguínea; • Perda sanguínea crítica ou potencialmente fatal; • Vias aéreas bloqueadas; • Ausência de frequência cardíaca; Pacientes CAT-1 exigem atendimento imediato para aumentar suas chances de sobrevivência. ## CAT-2 — RETARDADO (amarelo) Classifique a baixa como **CAT-2 (RETARDADO)** quando: • Estiver inconsciente; • Não apresentar hemorragia ativa; • Tiver sofrido perda moderada ou significativa de sangue; • Possuir vias aéreas desobstruídas; • Apresentar frequência cardíaca detectável. Pacientes CAT-2 necessitam de atendimento prioritário, porém não possuem risco imediato de morte. ## CAT-3 — MÍNIMO (verde) Classifique a baixa como **CAT-3 (MÍNIMO)** quando: • Estiver consciente; • Necessitar de atendimento médico; • Não apresentar risco imediato à vida. Pacientes CAT-3 podem aguardar atendimento enquanto casos mais graves são tratados. ## CAT-4 — ÓBITO (preto) Classifique a baixa como **CAT-4 (ÓBITO)** quando: • Estiver morta; Pacientes CAT-4 não devem consumir recursos médicos destinados às demais categorias durante eventos com múltiplas baixas.

MD/BH-26 Priorização de Baixas Durante a Triagem
Habilidade

Após a classificação das baixas, o atendimento deverá seguir a seguinte ordem de prioridade: ## Ordem de Prioridade 1. CAT-1 — IMEDIATO 2. CAT-2 — RETARDADO 3. CAT-3 — MÍNIMO Baixas classificadas como CAT-4 não integram a fila de atendimento. ## Prioridade Dentro da Mesma Categoria Quando houver múltiplas baixas pertencentes à mesma categoria de triagem, a prioridade deverá seguir a seguinte ordem: • Profissionais médicos; • Elementos de comando e liderança; • Multiplicadores de força e especialistas operacionais; • Demais militares. ## Considerações Operacionais A triagem tem como objetivo maximizar a sobrevivência do maior número possível de baixas utilizando os recursos médicos disponíveis. A classificação deverá ser reavaliada sempre que ocorrer alteração significativa na condição clínica do paciente.

Cuidando das vias aéreas - MED2
MD/BG-41 Guia Rápido de Gerenciamento de Vias Aéreas
Guia

## Fluxo de Atendimento ### 1. Avaliar as Vias Aéreas Utilize **Verificar Vias Aéreas** e identifique uma das seguintes condições: • Livre (Clear) • Ocluída (Occluded) • Obstruída (Obstructed) --- ### 2. Corrigir Problemas Identificados #### Via Aérea Livre • Nenhuma intervenção imediata necessária. • Continue monitorando a baixa. #### Via Aérea Ocluída • Realize a rotação da cabeça. • Reavalie as vias aéreas. #### Via Aérea Obstruída • Realize a hiperextensão da cabeça. • Reavalie as vias aéreas. ---

MD/BH-27 Colocação da Baixa em Posição de Recuperação
Habilidade

A posição de recuperação deve ser utilizada para auxiliar na manutenção das vias aéreas desobstruídas após sua estabilização. ## Condições para Utilização A baixa poderá ser colocada em posição de recuperação quando: • Apresentar condição estável; • Possuir vias aéreas desobstruídas; • Não necessitar de movimentação imediata. ## Objetivo • Manter as vias aéreas livres; • Reduzir o risco de nova obstrução; • Facilitar o monitoramento da baixa durante a espera por evacuação ou atendimento avançado. A condição da baixa deverá continuar sendo monitorada após o posicionamento.

MD/BH-28 Utilização do King LT ou Tubo Laringeo
Habilidade

O King LT ou tubo laringeo é um dispositivo avançado de vias aéreas utilizado para manter a passagem de ar após a correção de uma obstrução. ## Condições para Utilização • As vias aéreas devem estar previamente desobstruídas. • O dispositivo deve ser empregado por pessoal habilitado conforme os protocolos da unidade. ## Objetivo • Manter as vias aéreas pérvias; • Reduzir o risco de nova obstrução; • Garantir ventilação adequada durante o atendimento e evacuação da baixa. Após a instalação do dispositivo, a condição respiratória deverá ser monitorada continuamente.

MD/BH-29 Utilização do Oxímetro de Pulso
Habilidade

O oxímetro de pulso é utilizado para monitorar os níveis de oxigênio no sangue da baixa. ## Procedimento • Conecte o oxímetro de pulso ao paciente. • Observe os valores apresentados pelo equipamento. • Realize monitoramento periódico durante o atendimento. ## Interpretação • Níveis adequados de oxigenação indicam respiração eficaz. • Níveis reduzidos de oxigenação podem indicar comprometimento respiratório. • Quedas persistentes nos níveis de oxigênio exigem nova avaliação das vias aéreas e da respiração da baixa. ## Objetivo • Confirmar a eficácia da respiração; • Auxiliar na identificação precoce de problemas respiratórios; • Apoiar a tomada de decisão durante o atendimento médico.

MD/BG-42 Guia de Lesões Torácicas
Guia

Lesões torácicas comprometem a capacidade respiratória da baixa e podem causar redução progressiva da saturação de oxigênio (SpO₂). • Apresentar queda progressiva da SpO₂; • Tossir periodicamente; • Apresentar cianose; • Possuir ferimentos penetrantes no tórax; • Apresentar alterações durante a auscultação pulmonar. Considerações • Mais de uma lesão torácica pode estar presente simultaneamente. • Um pneumotórax não tratado pode evoluir para pneumotórax hipertensivo. • Pacientes inconscientes sofrem perda de oxigenação mais rapidamente. • O tratamento precoce aumenta significativamente as chances de sobrevivência.

MD/BH-30 Pneumotórax (PTX)
Habilidade

Pneumotórax (PTX) Ocorre quando ar fica preso na cavidade torácica, comprometendo a expansão pulmonar. Indicadores: • Respiração enfraquecida; • Movimentos torácicos desiguais; • Queda gradual da SpO₂. Tratamento: • Aplicar Selo Torácico; • Reavaliar a baixa; • Auscultar novamente se necessário. Monitoramento Após qualquer intervenção: • Monitorar SpO₂; • Monitorar frequência cardíaca; • Monitorar estado de consciência; • Reavaliar a respiração periodicamente.

MD/BH-31 Pneumotórax Hipertensivo (PTXH)
Habilidade

Pneumotórax Hipertensivo (PTXH) Forma avançada e potencialmente fatal do pneumotórax. Indicadores: • Sons respiratórios curtos; • Ausência ou grave comprometimento respiratório; • Queda severa da SpO₂; • Inconsciência. Tratamento: • Aplicar Selo Torácico; • Realizar Descompressão com Agulha; • Monitorar sinais vitais continuamente. Monitoramento Após qualquer intervenção: • Monitorar SpO₂; • Monitorar frequência cardíaca; • Monitorar estado de consciência; • Reavaliar a respiração periodicamente. https://drive.google.com/file/d/1YLl3TsBtLt608Pdnk_dLyDsJuWnN4sjF/view

MD/BH-32 Hemotórax (HTX)
Habilidade

Hemotórax (HTX) Ocorre quando há acúmulo de sangue na cavidade torácica. Indicadores: • Sons pulmonares crepitantes; • Redução da SpO₂; • Hemorragia interna; • Dificuldade respiratória. Tratamento: • Aplicar Selo Torácico; • Realizar Drenagem de Fluidos; • Monitorar volume sanguíneo e sinais vitais. Monitoramento Após qualquer intervenção: • Monitorar SpO₂; • Monitorar frequência cardíaca; • Monitorar estado de consciência; • Reavaliar a respiração periodicamente. https://drive.google.com/file/d/1MCcHyCwUmwRhryI3KEWrSS4vOoFk2bjI/view

Controle de Dor - MED2
MD/BG-43 Guia Rápido de Controle da Dor
Guia

### Dor Leve a Moderada • Utilizar Medicamento Inalador Penthox. • Máximo: 4 Inalador a cada 6 minutos. ### Dor Intensa • Utilizar Morfina. • Máximo: 4 doses a cada 30 minutos. ### Monitoramento Após qualquer administração: • Verificar frequência cardíaca; • Verificar pressão arterial; • Reavaliar o nível de dor; • Monitorar o estado geral da baixa. ### Prioridade Controlar Hemorragia → Garantir Vias Aéreas → Restabelecer Circulação → Controlar Dor

MD/BH-33 Administração de Inalador de Penthrox
Habilidade

O Inalador de Penthrox pode ser utilizado para reduzir níveis moderados de dor durante os primeiros socorros. ## Procedimento • Administrar Inalador de Penthrox ou realizar auto-administração. • Monitorar a resposta ao tratamento. • Reavaliar o nível de dor periodicamente. ## Limites de Administração Para evitar superdosagem: • Não administrar mais de 4 inalador Penthrox em um período de 6 minutos. ## Efeitos Colaterais Após a administração, podem ocorrer: • Leve aumento da pressão arterial; • Redução de frequência cardíaca. A condição da baixa deverá ser monitorada após cada administração.

MD/BH-34 Administração de Morfina
Habilidade

A morfina é um analgésico potente utilizado para o controle de dores intensas durante o atendimento médico. ## Procedimento • Administrar morfina à baixa quando indicado. • Monitorar continuamente a resposta ao medicamento. • Reavaliar a condição clínica após a administração. ## Limites de Administração Para evitar superdosagem: • Não administrar mais de 4 doses em um período de 30 minutos. ## Efeitos Colaterais Após a administração, podem ocorrer: • Redução da frequência cardíaca; • Redução da pressão arterial. O uso da morfina exige monitoramento contínuo dos sinais vitais da baixa, especialmente da circulação e do estado de consciência.

Controle de Fluidos - MED2
MD/BG-44 Volume Sanguíneo e Seus Efeitos
Guia

O sistema médico considera saudável possuir aproximadamente **6 litros de sangue**. A quantidade de sangue perdida pode ser consultada através do menu médico e influencia diretamente a capacidade de sobrevivência da baixa. ## Perdeu Pouco Sangue A baixa perdeu até **0,9 litros** de sangue. • Os efeitos da perda sanguínea são limitados; • Normalmente não há comprometimento significativo das funções vitais; • O monitoramento deve ser mantido. ## Perdeu Muito Sangue A baixa perdeu entre **1,0 e 1,8 litros** de sangue. • O risco de complicações aumenta consideravelmente; • Caso fique inconsciente, a recuperação espontânea pode ser dificultada; • A perda sanguínea deve ser corrigida o mais rápido possível. ## Perdeu Grande Quantidade de Sangue A baixa perdeu entre **1,9 e 2,4 litros** de sangue. • É improvável que permaneça consciente; • Não recuperará a consciência até que o volume sanguíneo seja restaurado; • Em caso de parada cardiorrespiratória, a ressuscitação torna-se extremamente difícil. ## Perdeu Quantidade Fatal de Sangue A baixa perdeu mais de **2,4 litros** de sangue. • Existe elevado risco de parada cardiorrespiratória; • A ressuscitação não será eficaz até que parte do volume sanguíneo seja restaurada; • A reposição sanguínea torna-se prioridade imediata. ## Considerações A reposição de sangue ou fluidos não substitui o controle de hemorragias. Antes de restaurar o volume sanguíneo, o socorrista deve garantir que os sangramentos ativos tenham sido controlados.

MD/BH-35 Administração de Sangue por Bolsa Intravenosa (IV)
Habilidade

As bolsas intravenosas são utilizadas para restaurar o volume sanguíneo de uma baixa que sofreu perda significativa de sangue. ## Procedimento • Conecte a bolsa intravenosa a um membro apropriado da baixa. • Certifique-se de que o acesso escolhido permita a administração correta do fluido. • Monitore continuamente a resposta da baixa durante o procedimento. ## Restrições • Não conecte a bolsa intravenosa em membros com torniquete aplicado. • Torniquetes impedem a circulação adequada do fluido administrado. ## Cuidados • Administre apenas a quantidade necessária para estabilizar a baixa. • O excesso de fluidos pode provocar elevação excessiva da pressão arterial. • Continue monitorando sinais vitais e volume sanguíneo durante o tratamento. A reposição sanguínea deve ser realizada apenas após o controle das hemorragias ativas.

MD/BH-36 Administração de Fluidos e Medicamentos por Agulha Intraóssea (IO)
Habilidade

A agulha intraóssea (IO) permite a administração de sangue, fluidos e medicamentos quando o acesso intravenoso convencional não está disponível ou não pode ser utilizado. ## Procedimento • Insira a agulha IO conforme os protocolos médicos da unidade. • Utilize o acesso para administração de fluidos, sangue ou medicamentos. • Monitore continuamente a condição da baixa. ## Indicações • Impossibilidade de acesso intravenoso convencional; • Necessidade de administração rápida de medicamentos ou fluidos; • Situações de emergência médica. ## Considerações • O procedimento pode causar dor à baixa. • A utilização da agulha IO não elimina a necessidade de monitoramento contínuo. • O acesso deve ser utilizado apenas enquanto necessário para o tratamento. A administração por via intraóssea é uma alternativa eficiente quando outros métodos de acesso não estão disponíveis.

Controle Cardiaco - MED2
MD/BG-45 Ritmos do Coração
Guia

Durante uma parada cardiorrespiratória, a baixa pode apresentar diferentes ritmos cardíacos. A identificação correta do ritmo é essencial para determinar o tratamento adequado. Ritmo Normal Características: • Possui pulso detectável; • Frequência cardíaca dentro dos parâmetros normais; • Não requer intervenção específica.

MD/BG-46 Taquicardia Ventricular (VT)
Guia

Características: • Ausência de pulso; • Frequência cardíaca superior a 120 bpm; • Pode evoluir rapidamente para parada cardiorrespiratória. Tratamento: • Epinefrina; • Amiodarona; • Lidocaína; • RCP; • Desfibrilação com AED(-X). Favor notar que os medicamentos apresentados não são requeridos para um tratamento bem sucedido, mas aumentarão a sua eficiência.

MD/BG-47 Fibrilação Ventricular (VF)
Guia

Características: • Ausência de pulso; • Ritmo cardíaco desorganizado e instável; • Considerada uma emergência médica crítica. Tratamento: • Epinefrina; • Amiodarona; • RCP; • Desfibrilação com AED(-X). Favor notar que os medicamentos apresentados não são requeridos para um tratamento bem sucedido, mas aumentarão a sua eficiência.

MD/BG-48 Atividade Elétrica sem Pulso (PEA)
Guia

Características: • Ausência de pulso; • Atividade elétrica presente; • Frequência cardíaca semelhante a um ritmo normal. Tratamento: • Epinefrina; • RCP. A desfibrilação não é indicada para este ritmo. Favor notar que os medicamentos apresentados não são requeridos para um tratamento bem sucedido, mas aumentarão a sua eficiência.

MD/BG-49 Assistolia
Guia

Características: • Ausência total de atividade cardíaca; • Frequência cardíaca de 0 bpm; • Ausência de pulso. Tratamento: • Epinefrina; • RCP. A desfibrilação não é indicada para este ritmo. A identificação correta do ritmo cardíaco é fundamental para o sucesso da ressuscitação.

MD/BH-37 Protocolo Recomendado para Ressuscitação com AED
Habilidade

Quando um paciente apresentar ausência de pulso, recomenda-se seguir o seguinte procedimento de ressuscitação. ## Avaliação Inicial • Confirmar ausência de pulso. • Posicionar os eletrodos do AED. • Executar a análise do ritmo cardíaco. ## Quando o Choque For Recomendado Repita o ciclo até que um pulso contínuo seja detectado: • Administrar Epinefrina; • Aplicar choque com o AED; ## Quando o Choque Não For Recomendado • Administrar Epinefrina; • Realizar RCP por 30 segundos; • Reavaliar o ritmo cardíaco. ## Encerramento do Procedimento O protocolo deverá ser interrompido somente quando: • Um pulso contínuo for restabelecido; • O tratamento deixar de ser indicado pelos protocolos médicos vigentes. O monitoramento da baixa deverá continuar mesmo após o retorno da circulação.

MD/BH-38 Administração de Epinefrina para Controle do Ritmo Cardíaco
Habilidade

A epinefrina é utilizada para auxiliar procedimentos de ressuscitação e estabilização cardiovascular. ## Indicações Administrar epinefrina para: • Aumentar a frequência cardíaca; • Elevar a pressão arterial; • Auxiliar procedimentos de RCP; • Auxiliar protocolos de ressuscitação com AED. ## Limites de Administração Para evitar superdosagem: • Não administrar mais de 6 doses em um período de 2 minutos. ## Considerações A epinefrina deve ser utilizada em conjunto com os protocolos de ressuscitação adotados pela unidade. O paciente deverá permanecer sob monitoramento contínuo após sua administração.

MD/BH-39 Administração de Carbonato de Amônio
Habilidade

O carbonato de amônio pode ser utilizado para aumentar as chances de recuperação da consciência em pacientes estáveis. ## Indicações Administrar carbonato de amônio para: • Aumentar a probabilidade de despertar da baixa; • Auxiliar a recuperação da consciência após estabilização clínica. ## Limites de Administração Para evitar superdosagem: • Não administrar mais de uma dose a cada 30 segundos. ## Efeitos Colaterais Após a administração, pode ocorrer: • Aumento da frequência cardíaca. O paciente deverá permanecer sob observação após a administração do medicamento.

MD/BH-40 Administração de Epinefrina para Recuperação da Consciência
Habilidade

A epinefrina pode ser utilizada para aumentar as chances de despertar de uma baixa estável. ## Indicações Administrar epinefrina para: • Aumentar as chances de recuperação da consciência; • Auxiliar a estabilização fisiológica da baixa. ## Limites de Administração Para evitar superdosagem: • Não administrar mais de 6 doses em um período de 2 minutos. ## Efeitos Colaterais Após a administração, podem ocorrer: • Aumento da frequência cardíaca; • Aumento da pressão arterial. ## Considerações Este procedimento destina-se ao aumento das chances de despertar da baixa. Para utilização da epinefrina durante ressuscitação cardíaca, consulte o procedimento FM/BS-220.

MD/BH-41 Monitoramento da Frequência Cardíaca com Oxímetro de Pulso
Habilidade

O oxímetro de pulso pode ser utilizado para monitorar continuamente a frequência cardíaca da baixa. ## Procedimento • Conecte o oxímetro de pulso ao paciente. • Observe os valores apresentados pelo equipamento. • Mantenha monitoramento periódico durante o atendimento. ## Objetivo • Acompanhar alterações da frequência cardíaca; • Auxiliar a identificação de deterioração clínica; • Apoiar a tomada de decisão durante o tratamento. ## Considerações O oxímetro é uma ferramenta complementar de monitoramento e não substitui a avaliação clínica da baixa nem a verificação manual do pulso quando necessária.